Quando cheguei vi cores, texturas brotando, suor escorrendo, sorrisos, caras fechadas (ninguém é de ferro), olhos fechados falando com Ele, canetas e blocos levantando as faltas, pulseiras amarelas, pulseiras azuis, água mansa, pessoas em descanso, pessoas cantando, comida na mesa, livros e bíblias. Vi também alguns exaustos fisicamente, mas dispostos a passar mais uma noite em claro, se fosse preciso, para que as coisas ficassem da melhor maneira possível.

Meus últimos 4 anos têm sido iguais em fevereiro (às vezes, março). Vou para o mesmo lugar, sigo a mesma rotina (CAFÉ E CULTO) e pratico os mesmos esportes. Um cronograma que prevê os eventos: café, culto, esportes, janta e PROGRAMA ESPECIAL – mas jamais os tornam previsíveis. Vivo sensações completamente diferentes e comemoro por não estar mais envolvido com a “grande Sapucaí”. Oportunidade especial que gostaria que todos um dia provassem, pois como já dizia o nosso mestre Joezer Mendonça “Guaciara, pra mim, é um aperitivo do que será o céu”.

Jovens, pais dos jovens e até avós dos jovens, encontram-se para festejar a oportunidade de ser feliz e “correr atrás”, não da bola, nem das braçadas e, muito menos, das pernadas, mas sim da salvação. Buscam a cada dia, em união, viver melhor, inclusive nos tempos da “grande festa do carnaval”, rejeitando o que o mundo tem a oferecer e sendo tratados como malucos, afinal não estão atrás do trio cantando “tche tcherere tchetche”.

O auge do nosso encontro em Guaciara esse ano foi ver alguém subir num palco para cantar para 210 exigentes “foliões” com apenas um violão. A aparência era de alguém nu e completamente desarmado, mas foi só começar a arranhar o aço que pudemos ver a sua maior arma explodir na multidão, o coração. Alguém que conseguiu ser como Deus nos pede, inocente como uma criança. Isso ergueu o público. Se a voz estava desafinada ou o violão falhando, o coração estava pulsando uma alegria e um prazer de alguém que estava realmente com Deus.

O homem e a mulher viviam nus, e não sentiam vergonha. Gênesis 2:25

O casal no Éden era puro e inocente, como esse texto mostra claramente. Não sentiam vergonha porque enquanto viviam em obediência o que os vestia era a glória de Deus.

“Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais; estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, idêntica à dos anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, essa veste de luz continuou a envolvê-los”. Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 45

Aquilo tudo que aconteceu foi o céu pra ele. E se não dá pra entender como um desafinado ganhou, deixa que eu explico o que aconteceu no verão passado: O Senhor é bom, fiel, justo e poderoso. Seja obediente e faça tudo com amor, mesmo se sentindo desarmado e nu, pois a glória de Deus te protegerá.

O que Deus fez nesse acampamento foi mostrar a todos nós que ele HONRA os puros de coração. Marquinhos ganhou porque amou cada momento que viveu e porque foi grato à Deus devolvendo para Ele seu talento.

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