Hoje jogos. Não jogos de futebol que eu também gosto, mas quero falar dos jogos “mais de mesa” daqueles que reúnem um batalhão de amigos, risos e mais risos entre jogadas geniais em cima de um tabuleiro.  É sensacional a discussão desde o inicio enquanto se escolhe os pinos, ou bonecos, ou cores e seja lá o que for o objeto que vai te representar. É uma gritaria: Eu quero o time verde; Eu sou o azul; Eu sou o carrinho; Eu sou a bolinha.

Com a mãe eu sempre jogava dominó, combinações de pedras que formam desenhos abstratos no tapete. Hoje à vejo jogar isso como vovó. Ela e a minha sobrinha se divertem juntas. Com o papai eu jogava xadrez, já faz muito tempo, mas esse era um dos jogos que me faziam ficar bastante tempo ao lado dele, sabe que nem lembro as regras e até acho que nos jogávamos errado. Mas também sempre desistíamos antes do cheque mate.

Eu jogava quando criança um jogo de tabuleiro com minha tia Isa, não faço idéia do nome nem de como eram as regras (mas como eu sou ruim de memória, barbaridade), mas me lembro que eu me divertia muito com ela. De uma forma geral os jogos de tabuleiros sempre me fazem bem, desde muito tempo.

Com os amigos me lembro de jogar a pouco tempo o famoso, lendário, sobrevivente de muitas gerações, das diversas versões, mas o inconfundível de sempre Banco Imobiliário. Acredito que esse seja o meu preferido, comprar os imóveis, alugar, virar a noite disputada e acirrada com a missão de falir todos os outros. Que coisa mais terrível né? Objetivo: acabar com o patrimônio dos outros.

Ah, esse você deve gostar, chama-se “Imagem & Ação”. Eu de verdade não gosto, esse jogo costuma virar um griteiro, principalmente quando tem muita menina. Time de pias contra gurias é terrível, as malditas provocam, são arrogantes, sobem na mesa, soltam palavras chulas e como diria um amigo meu: aí vira baixaria!

Conhecem um jogo chamado War? Muito bom! Em tese é um jogo de guerra, não vejo nada mais apropriado para comparar a essa vida do que uma guerra. O jogo inicia com você recebendo uma carta, não de baralho, mas uma que em letras nos apresenta uma missão. Recebo uma da mesma forma que os outros jogadores recebem. Para chegar as conquistas descritas na papeleta tenho que preparar uma estratégia para conquistar territórios. Uso dos meus recursos e munições para chegar ao objetivo final. O curioso é que todos os jogadores têm o mesmo objetivo já percebeu? Conquistar territórios! E ai está a graça da partida emocionante de tabuleiro.

Cremos que somos salvos pela Graça de nosso Senhor Jesus. Atos 15:11

Olha que curioso, vivemos na vida real algo parecidíssimo, uma guerra. Como assim que guerra? A guerra entre o bem e o mal. Além dessa semelhança vejo outra na vida dos que aceitam a Graça da Salvação, a missão. Aceitou a salvação oferecida por Jesus recebe obviamente a camisa do time dEle. Pra jogar nesse time vamos a mais um detalhe, tome sua carta e veja qual é a sua missão. Sim, sua missão, pois todo aquele que é salvo pela Graça recebe uma missão, como a do jogo.

Agora basta jogar, quer dizer, viver a salvação. Cada um viverá a sua salvação de uma forma única, afinal as cartas foram distribuídas, Deus tem um plano para cada um dos seus filhos e é preciso que cada um busque a melhor forma de vivê-lo.

O “dono do tabuleiro” nos entrega munições que podemos chamar de talentos e com esses “super poderes” corremos em busca de conquistar os objetivos. Não é que aqui encontro outra semelhança com o jogo principal que ilustra nossa historia hoje, pois o objetivo é o mesmo para todos: conquistar territórios.

Nenhum de nós vive para si mesmo. Romanos 14:7

Difícil? Nada! O território tratado aqui são os corações dos que ainda não conhecem o que é a Salvação. São colegas no banco de reservas esperando ansiosos por receber sua missão e entrar em campo de batalha.

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