No ano 2000 na cidade do Rio de Janeiro algo terrível aconteceu. Vemos com freqüência coisas de deixar o queixo caído acontecendo por lá, mas não só na cidade maravilhosa, no Brasil e em todo o mundo. Mas o dia 12 de junho daquele ano reservava um filme de terror completamente proibido para menores e também maiores não importando muito a idade, tamanha era sua barbaridade. As lentes de TV transmitiram tudo ao vivo, inclusive com a ajuda das câmeras de circuitos de segurança das casas. Além das câmeras também milhares de brasileiros nas suas memórias internas de infinitos bytes registrou pasma o desenrolar do seqüestro do ônibus 174. Algo que ultrapassou o poder da imaginação criativa e terrorista dos cineastas hollywoodianos.  Depois de horas de negociação, agonia e corações saindo pela boca, o final foi de sair não só o coração, mas todos os possíveis sentimentos de dor, pavor, revolta e desespero.

O desfecho dessa historia todos os brasileiros conhecem, o assunto virou inclusive um documentário, pois naquele dia trágico para o mundo o final foi de morte. Sandro do Nascimento que seqüestrou aquele ônibus e fez todos os passageiros de refém foi asfixiado pelos policiais na viatura em direção a delegacia. Enquanto ele era morto outra morte já tinha acontecido. Geisa Gonçalves morreu com os disparos feitos pela polícia enquanto estava dominada pelo seqüestrador. Uma historia triste, que relata a morte de alguém por uma causa tão pequena, aliás qual era o motivo do seqüestro mesmo? Quanto custou essa vida?

Engraçado como essas situações estão se tornando tão freqüentes nos dias de hoje. Podemos contar aqui inúmeras histórias parecidas com essas que acabei de recordar para você e que acontecem ao redor do mundo, pois é uma rotina. A verdade é que a maioria das barbaridades que acontecem no mundo não são mostradas, nós nem sequer ficamos sabendo, pois não foram transmitidas ao vivo com narração do Willian Bonner e cobertura com a repórter Fátima Bernardes. Em alguns casos ouvimos falar, como um boato e a reação é: “ah mais um assalto”. As desgraças que acontecem já não nos sensibilizam. Tsunamis são comuns, furacões também e a morte se tornou algo barato.

Eu costumo dizer que essas coisas não nos sensibilizam mais porque não é com a gente que acontece. Penso que talvez se um furacão passar pelo pilarzinho, ou quem sabe uma enchente assolar esse bairro que é tão alto, alias o mais alto de Curitiba, aí sim eu sentiria o sofrimento e isso me despertaria a sensibilidade da dor. Algo mais recente aconteceu em São Paulo, sem super produção, aliás, sem cobertura nenhuma, apenas uma nota no jornal.

Zona Oeste de São Paulo, Butantã, noite de quarta-feira. O dia é 30 do mês de março, a pouquíssimo tempo (ano de 2011). Davi Santana, aos 37 anos reagiu a um assalto, houve discussão, briga e alguns da gangue que assaltavam o bar onde ele estava atiraram. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu. Os assaltantes assassinos fugiram do local e levaram o que queriam: R$ 40 (Quarenta Reais).

Vidas são tiradas nesse mundo por tão pouco, uma horror que traz sofrimento e desgraça a famílias e mais famílias são causados por míseros reais. A que ponto a humanidade chegou onde uma vida custa tão pouco? O que mais um ser humano seria capaz de fazer por dinheiro já que a vida, algo de mais valioso que temos já não está tão em alta no mercado?

 Quando Judas, que havia traído, viu que Jesus fora condenado, foi tomado de remorso e devolveu aos sacerdotes e aos lideres religiosos as trinta moedas de prata. Mateus 27:3

 Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi avaliado pelo povo de Israel. Mateus 27:9

 Mais um assalto sendo descrito? Parece mais uma nota sem importância num jornal qualquer? Não se engane é uma nota importantíssima publicada no jornal mais lido de todo o mundo. Esse aconteceu a muito mais tempo, e pra muitos o efeito da leitura sobre o relato é o mesmo dos casos apresentados ali acima. Mas deixa-me reforçar caso não tenha percebido que a vida tirada por tão pouco nesse caso não foi a de um cidadão comum, não foi a de um homem que estava em uma rotina comum da vida. A vida tirada por miseras trinta moedas de prata foi a do Filho de Deus. Continua lendo com frieza e indiferença essa noticia?

Quero que saiba que diferente das causas sem valor que morreram Sandro do Nascimento, Geisa Gonçalves e Davi Santana a morte de Jesus Cristo rendeu na bolsa de valores. As moedas que Judas recebeu foram entregues a Deus. Ele em sua infinita sabedoria não ficou com esse dinheiro no bolso nem debaixo do colchão. Sabe o que ele fez com esse misero dinheiro? Aplicou na bolsa de valores. A Nasdaq, Frankfurt e Ibovespa estouraram de tanto rendimento. E digo mais, essa aplicação toda não foi para que Deus sozinho e sem os seus filhos repousasse nas férias nas Ilhas Malvinas, no Havaí ou em Fernando de Noronha. Essa aplicação foi por você!

Se vidas foram tiradas pro tão pouco, o rendimento das trinta moedas de prata valorizou o suficiente para que você se assim quiser, vá morar em uma mansão, com suítes, hidromassagens, hidroginásticas e o que mais quiser com a palavra “hidro”. Você tem agora o direito de morar em um condomínio fechado de luxo, com quadras de tênis, futebol, piscinas com trampolins na altura infinita das estrelas e mais, com coragem para pular desse trampolim. Deus quer passar as férias desfrutando dessa aplicação com seu Filho Jesus e todos os demais que estão aqui nessa terra esperando por Ele.

Não perca tempo, aceite esse sacrifício para que a morte de Cristo não tenha sido em vão. Jesus te chama para as tão esperadas férias que você pediu pra Ele.

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