O ser humano tem a tendência de usar muito seu organismo, trabalhando enlouquecido, praticando as atividades físicas como academia, futebol, dança e gasta de forma descontrolada toda a sua energia. Lembrar de dormir hoje em dia é algo raro, mal conseguimos repor toda a força que usamos dele. Em alguns dias da semana percebemos o quanto estamos precisando nos desligar, as atividades diárias e comuns de repente não rendem mais o esperado, um piscar de olhos entre um clique e outros quase nos deixa em sono profundo. Um chá de camomila (costumeiro em meu trabalho) no meio da tarde certamente geraria um  Logoff. Pensando nisso estive analisando de qual forma e qual o órgão que mais gastamos durante a vida, cheguei a conclusão, que acredito você também chegaria que é o coração. É uma ferramenta utilizada em todos os momentos, seja por exigências físicas ou emocionais. Eu particularmente sou muito emotivo, uso esse dispositivo em quase todos os momentos. Os brasileiros têm a fama de serem muito emotivos. Essa fama cresce de maneira descontrolada na copa do mundo, como diria Galvão Bueno “HAAAAJA CORAÇÂO”.  Não é a toa que no Brasil a média anual de mortes causadas por doenças no coração chega a 300 mil. isso significa que a cada 44 segundos um coração para de bater na terra de Pelé. Isso é triste, mas as taxas estão caindo então fique calmo. O coração é tão usado que pesquisei alguns termos e associações feitas entre ele e os sentimentos. Exemplos:  ter coração é igual a ser piedoso, coração partido  é igual a decepção amorosa ou uma perda, ter um bom coração é igual a ser do bem, sem coração  é igual a ser do mal. A palavra latina cor (ou cordis), que significa coração  deu origem a várias outros de nossa língua. A palavra concordar é formada por con + cordis, isto é, com coração. Já discordar é a união de dis (separar) + cordis (Engraçado, mas nesse caso uma palavra em união com a outra gera uma separação). Quando discordamos  de uma pessoa podemos dizer que acabamos nos separando do seu coração. Para solucionar esse caso devemos usar outra palavra que é recordar. Essa significa algo mais forte do que imaginamos, quer dizer “trazer de volta ao coração”. Deixei por último um que quero analisar mais a fundo: 

Saber algo de cor (de coração) é igual a memorizar algo.

Está ai mais uma função da mais abusada de todas as engrenagens criadas por Deus, armazenar informações. Mais costumeiramente utilizamos a memória para guardar tudo, lembranças das mais diversas. A primeira vez na praia, o momento vitorioso do vestibular, as grandes conquistas nos esportes entre outras coisas, tudo fica guardado em algum lugar dentro da caixa craniana equilibrada acima do pescoço. Mas quando algo é de suma importância, modifica nossa vida, transforma um momento simples em algo inesquecível não é porque ficou gravado em nossa memória de fotos, mas sim por estar gravado em alto relevo no “cor“. Quando temos algo cravado no peito nada pode nos fazer esquecer.

 Tenho grande alegria em fazer a tua vontade, ó meu Deus; a tua lei está no fundo do meu coração.  Salmo 40:8

Quando escutamos o som do coração humano podemos descrever o barulho com o famoso “tum-tum”.  É um som muito gostoso de ouvir! Repare, são dois “tuns” seguidos. O primeiro é causado pela aceleração e desaceleração do sangue no momento em que as válvulas tricúspede e mitral  se fecham. O segundo é causado pela mesma aceleração e desaceleração do sangue, mas nesse momento é quando as válvulas pulmonar e aórtica se fecham. Entre um Tum e outro é o momento que oro para que você deixe aberto, não para o correr do seu sangue, mas o sangue daquele que usou a ferramenta coração como ninguém mais poderia usar. Aquele que fez de cada “Tum-tum” um registro inapagável de amor por você. Aquele que fez de cada pulsar o desejo de colocar seu nome nos registros do livro da vida,  que sonha no momento de sua volta te encontrar nas nuvens do céu para levá-lo, para morar eternamente no Éden. Jesus está guardado aqui na minha memória de músculos, entre os pulmões e muito bem protegido atrás do esterno. 

Isso é o que me faz em tudo que escrevo citar Deus, faço isso na insistência de apresentar a você algo que depois que conhecer não irá esquecer, pelo contrário, vai lembrar e saber de cor.

 
 
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