Escrevo esse texto em um momento que acabo de voltar de um jantar, em família. Fomos a uma churrascaria comemorar os 30 anos de união entre O Super Homem que todos os dias e algumas noites sai de casa, faça chuva ou faça sol, com sua mala debaixo do braço, seus óculos para leitura que cuidam de suas vistas que já a algum tempo estão cansadas, não são mais tão fortes e nítidas na percepção, mas que de forma muito amorosa e apaixonada ainda enxerga sua amada, aquela que Deus o entregou para formar todo esse amor e união.

Ela que é capaz de acordar todos os dias cedo, desde os tempos de escola das crianças até hoje, quando aos 25 anos ainda escuto: Le (pausa) Andro, levanta que está na hora. Inicio esse texto de hoje dando os parabéns ao Sr. Aguinaldo Lucio Ferreira e Sra Joana dos Santos Castro Ferreira, meus pais, por terem cuidado e nos amado a cada dia de nossas vida, digo isso não só por mim, mas pelos meus irmão.

Mas desse passeio todo tiro lições da noite, escuridão e a chuva que nos pegou na saída do restaurante onde nos reunimos. A chuva era forte, com raios e trovões que gritavam alto. Assustava não só pelo barulho, mas pelo tamanho, era como eu medindo 1,69m entrar em um ringue e enfrentar um lutador de sumo com toda a sua imponência física.

Entro no carro, ligo os faróis, faroletes, limpadores dianteiros e traseiros, desembaçadores, puxei um pano e ainda esfreguei no vidro. Tudo de direito e mais um pouco para poder enxergar. Tudo para poder enfrentar o lutador e tentar tirar a vantagem do obeso dos ringues. Minhas vistas não estão cansadas como as do papai que já chega aos 53 anos, mas sofre em alguns momentos onde parece estar realmente impossível de enxergar a frente, enxergar o depois, mesmo com óculos dos mais modernos, ultravioletas, infravermelhos e até 3D Imax.

Além de garantir a qualidade da visibilidade diante da situação eu também me certifiquei de não faltar nada que me fizesse ficar por algum motivo parado no breu esperando por socorro. Óleo, pneus, gasolina, água e tudo que um carro precisa para se manter vivo. Mas a questão é o que o carro precisa para se manter vivo ou o que eu preciso para me manter vivo?

Só preciso de Deus, lembrei então de fazer a minha oração. Com Deus ao meu lado, por mais assustadora que pareça a noite, o breu, a escuridão e tudo que assombra a minha vida, o caminho fica iluminado como um dia de sol. Com Ele não importa o tipo de pista nem as dificuldades que virão dentro do meu veículo, a borracha do limpador fica como nova, água e combustível jamais faltarão e a direção que tomarei será a da salvação.

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”. Salmo 139: 23;24  

A segurança é tão grande ao lado do Senhor, que por mais que eu tenha a tendência de errar o caminho suplico em minha oração e ele me guia no caminho eterno da salvação.

Minha oração diária: “Senhor, guia-me pelo caminho eterno”.    

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