Já fui mais jovem, mais do que ainda sou, eu já fui criança. Como toda criança, aprontei algumas coisas que deixaram meus pais enlouquecidos. Lembro-me agora de uma história que quase gerou um incêndio. No terreno ao lado onde moro existiam duas casas, abandonadas, largadas a poeira e todos os tipos de bicho que quisessem se abrigar pro lá, a não serem os seres humanos que não passavam no buraco das fechaduras e nem por debaixo das portas, elas estavam muito bem trancadas. Não por muito tempo, criança é curiosa, mais cedo ou mais tarde aquelas casas seriam abertas. Tudo começa com as janelas, não sei se já tiveram o prazer de fazer isso, mas que barulho gostoso faz o vidro quando “tacamos” uma pedra em cheio nele, explode e o barulho chega a gerar um êxtase, a adrenalina vai lá em cima é uma coisa indescritível. Ta pessoal é errado fazer isso eu sei, mas eu era criança, e como comentei as crianças tem o dom de fazer coisas que deixam os pais enlouquecidos.  As casas começaram a ser atacas por nós, uma pedra aqui, outra ali, uma bombinha aqui, outra ali, até que um dia ela se abriu, como mágica. Não sei como a porta caiu. Ao invés de subir em uma árvore com madeiras, telhas, pregos e parafusos para fundar um clube normal como todos os outros meninos das outras ruas, nós fizemos o nosso ali mesmo. E tínhamos uma programação cheia e divertida. Um dia resolvemos fazer algo muito legal, contar histórias de terror. Uau, e o que precisamos para uma verdadeira e aterrorizante história de terror? Escuridão e uma fogueira.

Ah genial! Chega a noite e o grupo se reúne e faz a fogueira. Onde? Ué, no nosso clube. Mas o clube não era dentro de uma casa? Repito: “Éramos crianças e crianças fazem coisas que deixam os pais enlouquecidos”. A história começa a ser contada e não se pode ver nada na casa. Ah por que era noite? Não, porque estava cheia de fumaça. De repente o contador da historia começou a tossir e quase que o pulmão saiu pela boca, o grupo saiu rápido da casa e quando chega lá fora já tem uma vizinha gritando: fogo, fogo, fogo, Aguinaldo, os menino botaram fogo na casa (Aguinaldo = MEU PAI). Que exagerada, era só uma pequena chama dentro de uma antiga sala de jantar. O pai entra na casa apaga o fogo e convoca todos pra dentro. Quem podia fugir, fugiu. Como eu e o Thiaguinho iríamos pra dentro da casa do próprio juiz, meu pai, já viu né?

Leandro o que você fez? Eu respondi: “A idéia não foi minha, eu só peguei o álcool”. Thiaguinho e o que você fez? Ele respondeu: “Eu só peguei o fósforo que estava aqui por cima”.

E Deus perguntou: “Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer? Disse o homem: “Foi a mulher que me deste por companheira que me deu o fruto da árvore, e eu comi”. O Senhor Deus perguntou então a mulher: “Que foi que você fez? Respondeu a mulher: “A serpente me enganou e eu comi”. Gênesis 3:11-13

Todas as desculpas que criamos jogavam a responsabilidade de nossas falhas em outros, da mesma forma que vimos nossos pais fazerem no Éden. Mas porque o Senhor fez a serpente? Porque deixou que a serpente entrasse no Jardim do Éden?

“Confissões dessa espécie não são inspiradas pelo Espírito divino e não serão aceitas por Deus. O verdadeiro arrependimento leva as pessoas a assumir sua culpa e reconhecê-las sem justificativas nem hipocrisia.” Caminho a Cristo; Ellen G. White; Pág 27.

O primeiro passo para entregar o coração a Deus é assumir as nossas falhas sem jogar a responsabilidade de nossos erros a outros. O coração humilde que aceita a Jesus e se confessa a Ele demonstra apreciação pelo amor de Deus.

Está escrito: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. 1 João 1:9

Busque o arrependimento sincero, entregue seus pecados a Deus e Ele te libertará.      

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